Sensação de que não pertenço a esse corpo, à essa gente, à essa mente. A esse mundo. Nada se encaixa, nada se adapta, eu grito socorro e entendem o contrário. Tento falar a minha língua, mas me obrigam a colocar a máscara da sociabilidade novamente. Não nasci para esse povo, talvez eu não tenha nascido para ser eu mesma. Eu estou me perdendo demais imaginando que todos se escondem atrás de facetas inibindo o medo e o sofrer que lhe afligem internamente ou isso só acontece comigo?
Acho que já vem de mim essa mania de controlar os passos, as palavras, as pessoas, os pensamentos. Pensamentos esses que voam livremente e me causam dores de cabeça por não conseguir deixá-los em seus devidos lugares, quietos.
Turbilhão de idéias, dificuldade em me expressar. Menosprezo-me e insisto em não acreditar quando dizem que eu estou errada. Já parei de expor os meus defeitos para não me considerarem a coitadinha – coisa que eu também acho patética -, mas eu só preciso de alguém que me aflore o lado bom e esfregue na minha cara que eu não estou me tornando o que eu não quero ser. Mas talvez eu esteja E eu não quero precisar de alguém. Desinteresse.
E nessa minha paranóia eu gosto de estar com a razão. Razão nos leva ao lado racional, que vai de embate com o lado emocional. E eu fico nesses conflitos internos de “será que eu vou ser mais uma velha-gorda-sozinha com sete gatos lendo na cadeira de balanço?”. Bullshit. Eu não me deixo levar por nada, não me deixo levar por ninguém. Faço por merecer essa solidão. Descaso.
Essa capa fria e autossuficiente que você está vendo? Se desfalece e se remonta a cada dia que passa, mas os outros estão cegos demais... digo, ocupados demais para notarem algo além da sua própria sombra e achá-la perfeita o suficiente para julgar a alheia. E olha que eu ainda tento ver a diversão que me prometeram tanto nessa tal fase da vida. Desprezo
cinismo e utopia.
Turbilhão de idéias, dificuldade em me expressar. Menosprezo-me e insisto em não acreditar quando dizem que eu estou errada. Já parei de expor os meus defeitos para não me considerarem a coitadinha – coisa que eu também acho patética -, mas eu só preciso de alguém que me aflore o lado bom e esfregue na minha cara que eu não estou me tornando o que eu não quero ser. Mas talvez eu esteja E eu não quero precisar de alguém. Desinteresse.
E nessa minha paranóia eu gosto de estar com a razão. Razão nos leva ao lado racional, que vai de embate com o lado emocional. E eu fico nesses conflitos internos de “será que eu vou ser mais uma velha-gorda-sozinha com sete gatos lendo na cadeira de balanço?”. Bullshit. Eu não me deixo levar por nada, não me deixo levar por ninguém. Faço por merecer essa solidão. Descaso.
Essa capa fria e autossuficiente que você está vendo? Se desfalece e se remonta a cada dia que passa, mas os outros estão cegos demais... digo, ocupados demais para notarem algo além da sua própria sombra e achá-la perfeita o suficiente para julgar a alheia. E olha que eu ainda tento ver a diversão que me prometeram tanto nessa tal fase da vida. Desprezo
cinismo e utopia.

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