
”Adoro quando você reclama a saudade. Com aquela voz morna de quem quer, mas não pode. Ando tropeçando nos sorrisos e nos soluços. Que chorar de amor, é parte desse negócio de ser feliz a dois. E a gente é feliz feito dois bobos. Como se o mundo lá fora andasse calmo e sereno e a avenida parasse inteira só porque a gente esquece de olhar pros dois lados. A gente é feliz pra caralho. Sem medida assim… Porque medida é racional. É multiplicar, dividir… E não estamos podendo fazer contas. Vem cá, que tô precisando te dizer sobre tudo isso. Porque se eu num falo, nem eu acredito. Ando escrevendo essas coisas todas melosas, ando gargalhando à toa. E tenho rasgado folha de caderno, porque escrevo demais e fico me repetindo. Quando vejo, tô contando a mesma história. É que nossa história, puta que pariu, dava um livro. Ando assim… Colocando minha felicidade nos teus braços, ali onde encaixo a cabeça e fico deixando teu cheiro pegar na minha roupa. Ando achando tudo mais bonito. E ando errando feio. Mas errar é parte dessa coisa. Isso de andar amando.”
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