domingo, 30 de janeiro de 2011

O quão profundo é o seu amor ?


Eu e ele, quase sozinhos num bar. Garrafas de vinho em nossa frente, copos afastados e dispensados, uma música calma e melódica tocando ao fundo. Um clima intenso, dois corpos quentes, risos altos. Estranha a forma como ele me faz bem com um singelo olhar ou um simples sorriso de canto. Como o vinho age de uma forma estranha no meu corpo quando ele está perto, fazendo-me querer estar com o meu corpo mais próximo possível ao dele.

Eu não o conhecia há tanto tempo. Lembro-me de ter encontrado esse rapaz moreno e com os cabelos negros, olhos castanhos e provocantes, boca volumosa e bem desenhada, traços do rosto fortes e com uma altura invejável de qualquer rapaz, por aqui, no bar. Nunca tive uma vida saudável, sempre preferi viver no meu limite e provar para mim mesma de que amor é só uma desculpa das pessoas para se auto-satisfazerem com a companhia de outra. Eu pensei que estava certa até conhecê-lo.

Saímos algumas vezes, conversamos bastante, nos divertimos muito, mas nada além de amizade. Algo que me intrigava, até porque para mim é muito raro encontrar um homem que seja tão atencioso com você e não esteja afim de favores sexuais. Ele é bem arranjado, tem um emprego razoável, mora em uma casa que dá pro gasto e sobrevive de miojo e omelete. Estávamos sentados um de frente pro outro, num desses bancos de um bar qualquer que me fazem ficar com medo de cair, ainda mais com o efeito do álcool no meu sangue.

— Tô afim de te dizer uma coisa há muito tempo. – ele me olhou, meu coração bateu mais rápido, minhas pernas bambearam e – não sei se ele notou – me segurei na bancada para não cair dali. O encarei. Seus olhos estavam meio caídos, meio com sono, sua face era de alguém não muito interessado no horário ou no quanto ambos já beberam.
— Diz aí, poxa, vai ficar enrolando? – tentei não mostrar fraqueza e dei um leve tapa em seu braço, podendo perceber que sim, ele tinha músculos. Sorri, coloquei a mecha de cabelo atrás da orelha.
— Não é lá algo fácil de se dizer, mas espero que não me interprete mal. – ele abaixou a cabeça, sorriu e voltou a me olhar. Com um olhar mais intenso e gritante agora, pedindo por algo que eu não estava disposta a dar. Senti medo. — Bom,  já tem um tempo que nós estamos saindo e eu quero te dizer que... – ele parou. Pegou na barra do meu banco, me puxou para mais perto e deixou seu rosto a centímetros do meu. Encarou-me. Eu podia sentir seu hálito de vinho misturado com menta e cigarro. Segurei-me novamente, mas dessa vez para não beijá-lo. — Você já se apaixonou, certo? Já sentiu alguma vez suas pernas tremendo, sua barriga com um frio esquisito, seus olhos com um brilho intenso, seus risos mais e mais altos provocados por essa pessoa, sim? Eu acho que é isso o que acontece nesse exato momento. Não sei se é o vinho ou se é algum tipo de sensibilidade me afetando, mas eu tenho para mim que estou te amando da forma mais verdadeira possível.

Gelei. Se encostassem uma panela quente em mim naquela hora, provavelmente ela ficaria mais fria. Senti um pingo de suor percorrer a minha testa enquanto eu encarava o chão pensando em algo sensato para dizer. Eu tenho medo. Ele me faz tão bem e ainda diz isso? Talvez eu esteja no mesmo barco com ele. Mas e o receio de me entregar? De descobrir que na verdade nós não iríamos dar certo? Tomei coragem. Engoli seco. O encarei com os olhos arregalados.

— Na verdade eu nunca senti. Nunca. Mas talvez...
— Shhh. – ele levou seu dedo indicador em minha boca e interrompeu a minha fala. Apenas se levantou, estendeu a mão e me ofereceu uma dança.

Levei minha mão tremula até a dele, me deixei ser guiada pelos meus instintos e comecei a dançar Bee Gees, How Deep Is Your Love de uma forma que nem eu sabia que dançava. Talvez era ele me induzindo, nessa mania de ter uma perfeição inexplicável que ele tem. Talvez seja o efeito do vinho sobre os nossos corpos. Talvez seja a minha total entrega nem que seja apenas nesses eternos minutos em seus braços, sem medo de me machucar ou de ter a minha confiança ou ego feridos. Talvez, talvezes. A minha única certeza, nesse momento, é que eu não queria que nada disso terminasse. Que ele me tomasse sempre em seus braços e mostrasse para mim que a única coisa que eu tenho que ter medo é de dirigirmos bêbados ou de perdermos as nossas memórias pela quantidade de álcool que tomamos.

Mas nada, nada disso importa mais. Não se nós estivermos um com o outro.


( Cinismo e Utopia )

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

covarde eu ? talvez


Quando me perguntam se sou covarde, rapidamente tenho uma resposta. Não, não sou. Mas se eu parar alguns minutos e analisar, já não tenho certeza disso. Talvez eu não seja covarde para as situações em que eu exponha minha vida ao perigo, em que eu exponha meu corpo, meu físico … o que está fora. Mas se eu tiver que expor meus sentimentos, minhas vontades, meus desejos, minhas emoções, a situação muda de figura. E toda aquela coragem desaparece. Não tenho medo de arranhões no braço, na perna, na mão seja onde for. Não me amedronto. Não tenho medo de me ferir fisicamente. Mas e quando esses ferimentos são no coração? E quando você, cheia de coragem se entrega e se machuca? Qual o remédio para isso? Você sabe? O meu eu sei. É a coragem de não ter coragem. E se agora vierem me perguntar se eu sou covarde eu vou dizer: depende, se eu me machucar essa dor vai ser dentro ou fora ?

._.


image

Você precisa de alguém que te dê segurança, senão você dança dança dança dança dança ♫  

-


Já teve a sensação que quando você respirava você sentia o perfume dele?

is true

AMIGAS: chegam na sua casa, pedem licença, morrem de vergonha.
Melhores amigas: Chega na tua casa abrindo a porta, “batendo panela”, contando pra sua mãe o mico que ela pagou e dizendo: vou dormir aqui hoje.


AMIGAS:
 ganham um jogo de você, te zoam um pouco, mas logo diz que teve sorte.
Melhores amigas:“fuck-se KKK ! HAHAHA, tooooooooooma ! Não disse que eu ganhava? se ferro legal.”
image


AMIGAS: 
você chora por um cara, ela tenta te consolar e pá…
Melhores amigas: “Denovo por ele? Você não cansa não?! Vem cá, eu sei que tem uma coisa que você ama mais que ele: CHOCOLATE! Bora se acabar de comer brigadeiro e dançar a sua música preferida.”
image


AMIGAS: 
escuta as histórias da sua infância e te defende.
Melhores amigas: ah, essa eu já conheço e seu irmão tinha toda a razão! devia ter batido mais…
image

-

“Pessoas não são bonecos. Não pode simplesmente brincar com elas, e depois colocá-las de volta na caixa.”

lie



Essa mania de dizer “está tudo bem” é uma das minhas maiores mentiras.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

você não é mais a minha.


As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades  .

homens fracos.


Mijar em pé é fácil. Quero ver tirar o sutiã sem tirar a blusa, se equilibrar num salto, usar um vestido apertado, fazer chapinha no cabelo, depilação e sobrancelha. E ainda assim, reclamamos menos que vocês.Vocês se julgam fortes por nos fazerem sofrer,mas não passam de um fracos.Fracos e dependentes de nós.

 Bru

domingo, 23 de janeiro de 2011

A apatia vê a verdade


Está vendo aquela luz? Aquela ali. Não se move pelo céu como todas as outras. Aquela luz é como você no meu coração. Jamais ira embora.

- Jamais ira embora?
-NÃO, jamais.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


A lua anda maravilhosa.Todas as noites.É bom,porque eu não costumo dormir cedo.Três horas da manhã o meu sono me atormenta.Até lá,eu fico com pensamentos.Lembranças.Saudades.Hoje ela se escondeu de mim.Olho pela janela e o ceu negro.Nada.Nenhuma estrela.As nuvens carregadas de escuridão acabaram com a minha festa.Mas continuo olhando pela janela.As ruas escuras.As luzes dos postes são insuficientes.A lua está escondida.Talvez acanhada por saber de tal beleza que possui.A lua também descansa.A cidade está em silêncio.Ouço The Cure - Pictures of you.Perfeito pro momento talvez.Penso que todos dormem.Gosto de ver minha família dormir.Todos ali descansando.Protegidos.Apenas dormindo.Minha insônia me faz companhia.Minhas pernas doem.Meu corpo doi.É o preço por ser sedentária.O dia foi bom,melhor que o esperado.Viçosa.Cachoeira e paz com minha amiga linda/chata Mariana M e seu super pai.Espero que a lua apareça pra eu dormir com a sua luz no rosto mais uma vez.Chuva.Bom tava calor.Na verdade ainda faz calor.Cheiro de chuva é bom.E quanto a lua.Hoje a noite.Quem sabe ela venha me visitar .

 Bru ,

Ossos,atração.

Pense nos ossos, pressione mais fundo.  ( Cinismo e Utopia )


Ela tem que parar de comer, ela tem que parar de comer. Gorda. Baleia. E ainda insiste em dirigir a palavra à mãe. Eles não sabem o que dizem. Falam que o peso ideal para ela é, no mínimo, 50. Eu quero 32, só para início de conversa. Ela sabe que precisa de mim. Eu sou a única amiga, a única que demonstra o mínimo de afeto por ela. Já perdeu amigos, pais, anos de escola, carisma. Perder mais alguns quilos não a faria mal. E é aí que ela me chama.

— Ana... Ana? Você está aí? – eu não sei como ainda agüento essa voz irritante. Apareço. Ela me vê como uma garota loira, de 15 anos assim como ela, com a bochecha rosada e sem nenhum defeito, sem um pingo de gordura.
— O que é? Quer vomitar? Eu estou aqui. – falo com uma voz enfadonha. Confesso que às vezes me canso de ficar tendo que carregá-la ao banheiro e segurar sua cabeça para não ir junto com o vômito.
— Eu conversei com minha mãe. Estou disposta a fazer um tratamento intensivo para terminar com isso tudo. O que você acha? – ela disse. Engoli seco, respirei fundo e me segurei para não dar um tapa em sua cara.
— Por que pensas em fazer isso? Eu não estou te fazendo bem? Você não está gostando do seu progresso – apesar de sempre dar uma escapada e comer todos aqueles doces que eu disse para não comer? – curta, direta e grossa. Parece que só assim ela me escuta.
— Mas, Ana, eu quero melhor...
— Não quer melhorar. Você é uma gorda. Olhe para o espelho, Janet, veja como sua face está. – pego um espelho qualquer e a mostro. Ela vê um rosto arredondado e cheio de imperfeições. Eu vejo apenas ossos. É assim que eu gosto.
— Pare, pare, pare, por favor! – ela se segurou para não gritar mais alto. Tapou os ouvidos na intenção de não me ouvir, mas ela sabe que na verdade eu vivo dentro de sua mente.
— Você é que sabe. Sabes do esforço que terás que fazer. Mas, antes disso, que tal se satisfazer mais um pouco? Sei que comeu mais que o normal nesse almoço... talvez seria melhor colocar um pouco disso para fora. – disse. Ela levantou o rosto, me olhou e eu a arrastei para o banheiro.

Esses 39 quilos andam me incomodando. Como ela pode querer fazer algum tipo de tratamento mesmo estando tão gorda assim? Empurro-a na privada, faço-a vomitar tudo o que tiver em seu estômago. Pego alguns remédios, dou em sua boca, um pouco de água da pia e ela se sente novamente bem. Ligo o chuveiro, ajudo-a a tomar banho e coloco-a para dormir. Sinto que posso ter forçado a barra para ela hoje, mas é o necessário. Não quero que ela volte a falar com ninguém como antigamente. Não quero aquela gordura de antes. Resolvo desaparece por alguns instantes.

Ao longo da noite sinto alguém me chamar, sussurrar o meu nome. É ela. Parada cardíaca. Paro na porta, vejo os médicos andando com ela por cima de uma maca. Nem na hora do sofrimento ela me deixa em paz. Olho para ela com um certo repugno. Toda marcada com gilete, facas, seringas. Gorda, olheiras profundas e cabelo tão desidratado que um simples pente arranca fios e mais fios. Saem do quarto e ela me encara. Apesar de ter perdido o brilho, seus olhos continuam profundos. E saltados do rosto. Sua magreza é encantadora em certas horas.

Acompanho-a até o hospital. Vejo sua mãe e seu pai na sala de espera, aguardando alguma notícia de sua tão querida filha. Eu não sei se ela será capaz de suportar mais essa. As recaídas têm aumentado ao longo das semanas. Assim que o quarto onde ela está fica vazio, entro.

— Ana, você veio me salvar? Eu não agüento essa dor dentro de mim, Ana. Por favor, me ajude. Tire-me daqui. – ela diz docemente, com sua voz falhando em certas sílabas e suas veias pulsando em seu pescoço pelo esforço que faz para falar. Eu solto um sorriso sarcástico.
— Isso é um leve gosto do que você me causou. Disse que iria fazer um tratamento? Está aí o seu tratamento. – respondi.
— Ana, porque você está sendo tão cruel? Eu pens... pensei que você gostava de mim. – as lágrimas começaram a rolar de seu rosto lentamente. Eu ri.
— Gostar? Eu gosto dos seus ossos, não de você. Já não é de hoje que noto suas falhas, seu desinteresse em vomitar. Tens diminuído o número de laxantes. Acha isso bom? Acha que ficaria por isso mesmo? Você me abandona para fazer um tratamento? – fui me aproximando, apenas deixando nossos rostos mais próximos.
— Você está me assustando, Ana. Onde está minha amiga? Ana, não, Ana, por favor... Por que você está pegando o meu travesseiro? – ela começou a bater as pernas. Uma pena estar presa nesse momento.
— Eu não preciso mais de você. Desculpe-me. – tapei seu rosto. Ela agonizou, mas em poucos instantes eu pude ouvir o doce e intenso som do aparelho apitando sua morte.

Saí do quarto. Caminhei pelo corredor e observei os médicos indo até seu leito, chamando seus pais que já estavam em prantos. Ela não tinha mais salvação. Fiz o que foi preciso ser feito. Fui até uma máquina de chocolates e peguei um para mim. Sinto em confessar que não senti nenhuma pena. Eu pressiono a ferida, mas, ainda bem, não dói nem um pouco em mim.

E, triunfante, vou atrás de uma nova amiga.

-


Não é possível colocar seus braços em volta de uma memória.

eu não consigo te odiar

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

hot


E você sente alguma coisa inexplicável dentro de você.Never pull my hair.

Bru.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nós sempre fomos o que nós sempre seremos.

Cloud Cult - You'll Be Bright




 Você será brilhante Cloud Cult 
 
Todas as coisas que você irá amar,
Todas as coisas que podem te magoar,
Todas as coisas que você não deve fazer,
E todas as coisas que você quer ...
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança

Todos os primeiros beijos, todas as crises,
Todas as mágoas e todo ato de bondade ...
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança

Todos os impérios, todos os monumentos,
Todas as obras de arte e todas as invenções,
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança

Todas as coisas que você irá amar,
Todas as coisas que podem te magoar,
Todas as coisas que você não deve fazer,
E todas as coisas que você quer ...
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança
Estão chamando seu nome ... viaje com segurança

Achei estrelas na ponta da sua língua
Você fala Poltergeist, eu também
Eu também, eu também, eu também, eu também

O que há de vir, virá.
O que vai, se vai.
O vento vai soprar onde o vento está soprando.
Esqueça de onde você acha que está indo.
Nós nunca saberemos por que flui para onde está fluindo.

Nós sempre fomos o que nós sempre seremos.
Estou convencido que temos de chegar lá, podemos dividir o mar.
Então, traga os mortos à vida, transforme seu sangue em vinho.
Toda sua vida você esperou por esse momento chegar.

E você será brilhante, você será brilhante
Você será brilhante, você será brilhante ...

Todas as coisas que você irá amar,
Todas as coisas que podem te magoar,
Todas as coisas que você não deve fazer,
E todas as coisas que você quer ...
Viaje com segurança, viaje com segurança




Eu sou o que quero ser e pronto acabou; meus sentimentos oscilam, meus desejos mudam e eu não lhe devo explicações.

amigos talvez sejam tudo.



Você já reparou em como tudo é engraçado quando você está com o seu/sua melhor amigo(a)?

bons momentos

 Se não passarmos pelas coisas ruins da vida, como vamos dar valor as coisas boas e saber o quanto elas significam?  


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

se resume



Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto. Tenho uma parte que acredita em finais felizes, em beijo antes dos créditos. Enquanto outra acha que só se ama errado. Tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. Uma parte que precisa de amor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha. Metade auto-suficiente.E uma metade desejando um amor pra toda a vida.


you



Eu resolvo tudo escrevendo. Menos o que me faz escrever.

Faça seu coração parar de chorar

 

We're all of the stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
Stop crying your heart out

apenas saudades

               


Sinto saudade.Saudade de quando eu passei momentos em que as pessoas foram pra mim o que eu pensei realmente que elas iriam ser por toda a vida.É bom olhar pra trás e ver que quem te machuca hoje já te fez feliz.Talvez seja por isso que eu não odeio.Não tenho ódio.Já me fizeram feliz.Talvez eu deseje voltar no tempo e viver tudo outra vez.Os mesmos erros.Os mesmos momentos.Se tempos atrás eu soubesse tudo o que sei hoje,eu repetiria tudo outra vez.Da mesma maneira.É incontrolável o filme que insiste em me atormentar.Bom,eu fui feliz.Ainda sou talvez.Talvez eu não sinta mais nada.As pessoas são estranhas.Quando eu digo estranhas,quero dizer indecifráveis.Elas te surpreendem.Elas me surpreendem.Têm atitudes que talvez eu nunca pensaria que teriam.Dizem coisas que te machucam.Fazem coisas que deixam bem claro que não estão fudendo pro que você vai pensar.Vai sentir.Vai achar.Como vai reagir.Que seja.Eu não confio.Na verdade eu não confio mais.Não importa o que você faça.O que você diga.Elas sempre tirarão suas próprias conclusões.Vão querer te prejudicar.Te desejarão o mal.E você quem sabe,talvez passará por cima disso.Talvez não.E a vida é assim.Tudo é uma selva.Uma selva de gigantes.E eu estou apenas preenchida.Preenchida de saudades.


Bru.

say


Disfarçamos o nosso abandono com frases ousadas e sem verdade alguma.O que a gente gostaria de dizer,mesmo,é : me dê sua mão.

just so


Eu triste sou calada.Eu brava sou estúpida.Eu lúcida sou chata.Eu gata sou esperta.Eu cega sou vidente.Eu carente sou insana.Eu malandra sou fresca.Eu seca sou vazia.Eu fria sou distante.Eu quente sou safada.Eu jovem sou donzela.Eu bela sou fútil.Eu útil sou boa.Eu á toa sou sua.

sábado, 8 de janeiro de 2011

sei lá


Não sou princesa, acordo descabelada. Quando durmo mal, tenho olheiras. Sou desastrada. Não sei rir baixo e não respiro pra falar. Sou assim, sei lá..


true


E na verdade, eu tenho muito medo de dizer que estou feliz. Vai que tudo desmorona de novo?

mais um pouco


Confesso que eu te procurei em outros corpos, confesso que sonho contigo todas as noites, confesso que em todos os segundos eu penso em você, confesso que eu te vigio bem de longe, porque eu só preciso saber que você esta bem, para seguir em frente mais um pouco..
(Gustavo Haleck)

memories



Talvez o mar afogasse as minhas mágoas.lágrimas.lembranças.

Home - Edward Sharpe and The Magnetic Zeros Acoustic Cover (Jorge & Alex...



eu morri,morri de paixão mesmo. awn

atração


O dia que você se sentir tão triste, tão sufocada, tão decepcionada, com uma vontade louca de fugir, você vai entender porque pular era tão atraente para mim.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Muse - Undisclosed Desires

e uma garrafa de Jack Daniels



Eu sinto um forte martelar em minha mente e posso ouvir a cada segundo o barulho do tic-tac do relógio aumentar. É como se tudo rodasse ao meu redor e a única coisa que eu precisasse fosse os meus remedinhos. Olhei pra onde eu estava, senti o cheiro forte da bebida e logo em frente, na mesa, uma chicara de café apenas com a borra ao fundo. Ele passou por aqui.


Eu me sinto machucada em algum lugar, só não sei dizer onde. Debrucei-me na mesa e pude perceber que haviam algumas gotas de sangue. Eu me machuquei, novamente. Não é como se eu pudesse me controlar, como se eu pudesse evitar isso. Eu apenas tento causar a dor física para tentar sanar a dor interna. E todas as vezes que ele vem aqui, faz o mesmo: joga o passado em minha face, diz o quanto eu acabei com a vida dele, me toma nos seus braços como se tivesse esquecido o que disse e depois vai embora. Deixando-me sozinha, com as minhas únicas companhias. As drogas.

É compulsivo. Cheiro uma, injeto outra. De uma vez, sem dó. Tento me levantar nesse momento e parece que o mundo está sobre minhas costas. A geladeira é logo ali e provavelmente há algo que possa me fazer ficar melhor. Vou até ela, tento abri-la e lá eu vejo uma garrafa de Jack Daniel’s que tanto me faz bem. Pego-a, abro-a e volto pra mesa agora com o maço de cigarros na mão. Abro, pego um, acendo o isqueiro e dou uma tragada. Forte, profunda e intensa. Assim como a minha dor mental.

Dou alguns goles, penso no quão inútil minha vida é. Uma escritora qualquer que ganha uma merda, vive sedentariamente e tem uma vida emocional mal resolvida. E fuma algumas drogas. Esse hábito eu peguei com ele. E é estranha essa minha necessidade por ele. Essa dor causada por não tê-lo aos meus braços. Essa dor por ter tirado-o da sua vida normal e bagunçado tudo o que havia de concreto pra ele. 

Minha alegria costumava estar junta as coisas que ele dizia e as drogas que nós fumávamos. Tudo com ele era mais intenso e divertido. Fazíamos sexo enquanto ouvíamos nossas músicas preferidas e, às vezes, enlouquecíamos e quebrávamos tudo. Não que isso seja uma vida saudável, mas era a nossa vida. A minha vida com ele. Nós nunca nos permitíamos ficar tristes. Éramos o refúgio um do outro, um escape contra o mundo. Se nós estivéssemos a sós em uma casa, fazíamos dela o nosso paraíso. A nossa bolha que nos separava de todo mundo.

Perco-me em milhares de devaneios e lá vou eu tentar levantar novamente. Apoio-me na mesa, sinto milhares de corpos sobre o meu e vou pro meu quarto que é logo ali. Atiro-me na cama, sinto o cheiro dele e assim eu durmo, como faço todas as noites que ele vem – ou não – aqui: dopada, sangrando, imunda, inconseqüente, doendo e infimamente apaixonada por ele. Do jeito que eu não deveria estar.


 ( Cinismos e Utopia )

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

perseguição mental


Talvez seja apenas mais uma perseguição mental minha, eu sei. Talvez seja só um dos inúmeros erros que cometi e irei cometer na vida de fim certo. Talvez seja apenas mais uma pergunta retórica - sem resposta certa - que faço a mim mesmo por medo de saber a verdade se eu questionar o mundo. Tentamos disfarças com risos largados ao acaso, assim como descartamos a pior das hipóteses, mas o fato é sugado pela realidade, como uma moeda rara atraída para um imã universal, e disso nós não podemos mesmo escapar, até sendo pessoas honestas, legais e lineares. Não considero um ciúmes doentio ter que ser uma criança puxando a barra do vestido da mãe enquanto ela conversa com alguns convidados em uma festa na minha própria casa. Ela pode vir, afagar meu cabelo, me dar o que me distrair, mas eu sempre quero ela poder perto - não sei se por egoísmo - mas talvez por ter certeza do valor que ela tem para mim, da certeza de que comigo nós podemos estar seguros. Você pode me deixar na sarjeta, como mais uma sacola pairando ao vento sem mais condutor para dar rumo, sendo levada pelos feitiços do ar que circula. Você pode me trocar temporariamente, testar novas amizades, se magoar e vir chorar em meu ombro, como se o céu descesse sobre nós, e suas lágrimas se tornassem brilhos de estrelas. Você pode me deixar trancado em um quarto escuro do silêncio durante intermináveis instantes, para depois me tirar, e dar apenas um sorriso, porque você sabe que eu não exigiria mais nada que isso. Você pode me pisar como se minha falta já não mais importasse, e depois esperar por minha volta, como se eu já fosse certo. É nessas voltas loucas da vida que eu aprendo muito, mas pareço ter medo de aplicar em ações futuras. Ter medo de sofrer demais com sua perda final, uma dor maior do que posso aguentar. Mas por que continuo aqui, ao seu lado, sorrindo para você, te apoiando e desejando, se já sei como as coisas acabam - e como sempre acabam? Será que nunca irei cansar de sofrer por você, como se tudo isso fosse uma dor por uma causa maior? Por que ainda você? Por que o destino entregou meus pensamentos a uma pessoa que não se importa tanto quanto eu me importo por ela? São perguntas como essas que contem possíveis respostas que só em pensamento fazem os pelos de meus braços subirem. E se não é para ser para sempre, que não seja. Se for para viver de momentos, que eu aproveite bem a sensação finita de felicidade veloz. Se é destino das coisas grandiosas terem um fim - assim como tudo-, que tenha. Mas que nós sejamos estrelas que se tornam supernovas, que, mesmo por ter diminuído de tamanho, ainda guardam a magia e beleza consigo. Por mim tudo bem.
 Zalache.

tipo : ãn ?


Quando não to prestando atenção na conversa inteira e de repente a pessoa fala o nome DELE.   kkk , e eu ri -n

domingo, 2 de janeiro de 2011

What The Hell



                                                                                      Que se dane

Você diz que eu estou bagunçando com a sua cabeça
Tudo porque eu estava beijando seu amigo
O amor machuca mesmo quando é certo ou errado
Não posso parar porque eu estou me divertindo muito

Você está de joelhos
Me implorando, "Por favor"
"Fique comigo!"
Mas honestamente
Eu só preciso ser um pouco louca

Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, estou pensando "que se dane"
Tudo que eu quero é bagunçar
E eu não me importo
Se você me ama, se você me odeia
Você pode me salvar, baby, baby
Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, que se dane

Que? Que? Que? Que se dane!

E daí se eu sair em um milhão de encontros
Você nunca me liga ou me escuta de qualquer jeito
Eu prefiro ficar com raiva do que sentar e esperar o dia todo
Não me entenda mal, eu só preciso de um tempo para brincar

Você está de joelhos
Me implorando, "Por favor"
"Fique comigo!"
Mas honestamente
Eu só preciso ser um pouco louca

Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, estou pensando "que se dane"
Tudo que eu quero é bagunçar
E eu não me importo
Se você me ama, se você me odeia
Você pode me salvar, baby, baby
Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, que se dane

La la la la la la la la
whoa, whoa
La la la la la la la la
whoa, whoa

Você diz que eu estou bagunçando a sua cabeça, cara
Eu gosto de bagunçar na sua cama
Sim, eu estou bagunçando a sua cabeça
Quando eu bagunço com você na cama

Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, estou pensando "que se dane"
Tudo que eu quero é bagunçar
E eu não me importo
Se você me ama, se você me odeia
Você pode me salvar, baby, baby
Toda minha vida eu fui boa, mas agora
Ah, que se dane

Nanarana...


Avril Lavigne.

 É foda quando encontro músicas dizendo exatamente o que eu quero dizer.

sábado, 1 de janeiro de 2011

meu tudo .



O primeiro post ,é claro que seria com vocês ... pra vocês ... que me fizeram e fazem feliz.Meus chatinhos,feios,bobos,lerdos,maravilhosos amigos.